AutoraDramaturgaPsicanalista

"A escrita é minha forma de traduzir o invisível da alma humana."

Sobre

Entre a palavra e a alma

Jaqueline Vargas transita entre mundos: a literatura que toca o coração, a dramaturgia que dá vida às emoções e a psicanálise que desvenda os mistérios da mente humana.

Com formação em Psicologia e especialização em Psicanálise, Jaqueline construiu uma carreira singular, unindo sua expertise clínica à arte de contar histórias que permanecem muito além da última página.

Consultora da aclamada série Sessão de Terapia, suas contribuições ajudaram a humanizar e dar profundidade psicológica aos personagens que conquistaram milhões de espectadores.

5+ Obras publicadas
50k+ Leitores
15+ Anos de carreira

Obras publicadas

Livros que permanecem

Cada obra é uma jornada pelo universo das emoções humanas — histórias que continuam depois da última página.

A Arte de Cancelar a Si Mesmo Destaque

Ensaio / Autoconhecimento

A Arte de Cancelar a Si Mesmo

"Você é o único obstáculo entre você e quem poderia ser."

Aquela Que Não É Mãe

Drama contemporâneo

Aquela Que Não É Mãe

"Algumas escolhas não têm nome — apenas peso."

"Algumas histórias não são feitas para passar.São feitas para permanecer."

— Jaqueline Vargas

Diferencial

Por que ler Jaqueline Vargas?

Isso é diferente de tudo que você já leu.

Escrita Emocional

Palavras que tocam onde a lógica não alcança.

Personagens Reais

Pessoas que você reconhece — ou que reconhecem você.

Psicanálise Aplicada

A mente humana traduzida em histórias.

Dramaturgia na Estrutura

Ritmo, tensão e verdade em cada capítulo.

Conflitos Humanos Profundos

O que não se fala em voz alta, mas se sente.

Literatura que Permanece

Livros que continuam depois da última página.

Manifesto

"Escrevo porque existem verdades que só cabem na ficção. Porque há dores que precisam de personagens para serem suportadas. E porque, às vezes, a única forma de ser compreendido é inventar quem nos compreenda."

Jaqueline VargasPsicanalista · Dramaturga · Autora

O que dizem os leitores

Você não está sozinho nessa escolha.

Embora uma ficção, a autora denuncia questões de fundo e que podem ser trabalhadas com a geração jovem como leitura obrigatória, uma vez que não apenas traduz anseios e preocupações atuais, como leva o leitor mais jovem a se conectar e se identificar com cada uma de suas linhas!

Pra mim, é leitura que vai ser indicada direto! Inclusive recentemente divulguei o lançamento da autora, que foi um momento rico de troca!

É aquela leitura pra discutir, dividir, presentear a pais e filhos sem medo de errar na escolha!
A escrita da Jaqueline é incrível e em vários momentos me vi imersa na história. A autora aborda temas importantes de uma forma reflexiva, que nos convida a analisarmos nossas ações em meio às redes sociais e ao que consumimos nelas.
"A Arte de Cancelar a Si Mesmo" me deixou totalmente submersa desde o início. A profundidade com que a autora constrói as personagens e suas histórias é de tirar o fôlego. A escrita é leve, mesmo quando trata de temas tão complexos e delicados. É impressionante como conseguimos sentir a intensidade das emoções de Kauane e Majô.
Assim que vi o título e a sinopse dessa obra fiquei curiosa para ler, e a autora não decepcionou! O enredo é maravilhoso, os personagens cativam e nos transmitem lições superimportantes.

Até ler esse livro não tinha pensado em como expomos nossas vidas e em como pais fazem isso com crianças. É muito legal que a Jaqueline tenha criado personagens reais por quem podemos sentir empatia e não gostar tanto, mas o ponto mais relevante é como terminamos esse livro com um triplex na cabeça.

Sabe aquele livro que deveria ser lido por todos? É esse.

Bastidores da escrita

De onde vêm as histórias

A observação. Cafés, filas, conversas alheias que chegam aos ouvidos sem pedir licença. Gestos mínimos que, para quem presta atenção, revelam tudo. Um olhar que desvia no momento errado, uma mão que treme ao segurar a xícara, uma risada que soa ensaiada demais para ser espontânea.

A própria vida se infiltra nesses detalhes. Escrever é também se expor — ainda que disfarçado. É transformar feridas em personagens, dúvidas em diálogos interrompidos, silêncios em capítulos inteiros. É aceitar que, por trás de cada palavra, há sempre algo que sangra um pouco.

"Não escrevo para ensinar. Escrevo para que alguém, em algum lugar, se sinta menos sozinho."

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Serviços disponíveis

Palestras

Eventos corporativos, literários e acadêmicos sobre literatura, psicologia e o processo criativo.

Workshops de Escrita

Oficinas práticas de escrita criativa e desenvolvimento de personagens com profundidade psicológica.

Consultoria Audiovisual

Assessoria psicológica para roteiros de séries, filmes e produções que envolvam temas de saúde mental.

Participação em Eventos

Mesas redondas, entrevistas e participações em festivais literários e de cinema.

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Como começou a desconfiança da
jovem Kauane de que algo muito errado
se passava na casa da youtuber Majô.



Crescer é fazer um monte das mesmas coisas, várias vezes, só que com cara de diferente. É como um game.
Você cumpre todas as etapas de um nível e aí vai para outro que basicamente contém obstáculos muito parecidos, só que, justamente quando você começa a dominar a situação, a assimilar a coreografia, o nível acaba e começa outro. “Larga a chupeta, você já é muito grande pra isso.” Aí você larga a bagaça com dor no coração e elege outra bengala favorita, mas logo depois... “Larga esse bichinho, você já é...” Ou a campeã: “Para de falar tudo o que você pensa, você já é muito grande pra isso”.

Como meu tio Isidoro fala: “A gente está sempre trocando seis por meia dúzia”. Mas, no final das contas, a
matemática é simples: o corpo começa a mudar, a gente começa a sentir umas paradas estranhas, daí tem que se acostumar com esse novo funcionamento do equipamento, o que pode te desorganizar pra caramba, mas essa
é a vida, garota – trabalha isso. E quando, finalmente, você está plena e lúcida na nova fase da sua existência, começa tudo de novo: o corpo muda, paradas estranhas,
reconhecimento das mudanças, avaliação de danos, outra readaptação e por aí vai. A gente está sempre deixando para trás alguma coisa para tentar ser essa coisa de novo, só que diferente.
O que me leva a concluir que não existe fase fácil e que toda essa minha obsessão em ser adulta, achando que meus problemas vão acabar, pode ser uma puta cilada.
Mas, se o processo é compulsivo, crescer é compulsório. Você vai sendo levada na onda, engole água, se rala na areia querendo ou não. O mais bizarro é o prêmio.

Cri, cri, cri...
Exatamente! Que prêmio? O que eu vou ganhar sendo adulta antes do tempo? Quando eu for adulta, terei outros problemas, os problemas que eu deveria ter nessa idade. Dívidas, por exemplo: meu tio sempre diz que a primeira dívida é o grande rito de passagem para a vida adulta. Não preciso explicar que ele é um endividado.

Tio Isy também afirma que um chefe imbecil é inevitável. O mundo é controlado por obtusos! – ele adora esgoelar essa frase depois de umas caipirinhas. Ah, não posso esquecer que amor é uma grande invenção com prazo de validade. Nenhuma paixão dura mais do que um ano, e
a fidelidade segue esse modelo, segundo ele. Mesmo sem uma boa perspectiva financeira, profissional e amorosa, mesmo com todos esses contras, eu queria ser bem mais
velha. Mesmo sabendo que os problemas vão existir, eu queria muito pular a fase da adolescência, e não – isso não tem nada a ver com o fato dos idiotas da minha classe terem me excluído do grupo de Whats.

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