IA é o grande influenciador dos nossos dias?

IA é o grande influenciador dos nossos dias?

Você seguiria uma máquina? A resposta provavelmente pode ser ambígua, mas o fato é que já fazemos isso há algum tempo, principalmente em aplicativos de navegação. No entanto, existem conduções muito mais amplas. Algumas pessoas, porque não dizer: muitas, estão seguindo à influenciadores artificiais em certas redes sociais. Alguns parecem eloquentes, outros como a Aitana Lopes, parecem jovens, saudáveis e esportistas, mas na verdade são avatares construídos a partir de coletas de dados.  

Se antigamente as marcas tinham que sair procurando e contratando influenciadores já estabelecidos e com muitos seguidores para representarem seus produtos, não precisam mais. Agora podem simplesmente ir a uma agência de mídia social e criar o perfeito influenciador para o seu produto. Esse influenciador vai trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, vai ter um comportamento ideal, falar exatamente o que a marca quer, ser politicamente, culturalmente, socialmente, ideologicamente o que desejam, e eles nunca vão dever um único centavo para essa “pessoa”.

Além de se um engodo para os desavisados, esse tipo de marketing pode ser uma ferramenta duvidosa. Devemos mesmo utilizar esse recurso? Já estamos em uma linha tênue entra o que é real e o que pode ser virtual. Muitas relações construídas em um espaço digital não se sustentam fora dele, só existem por não terem corpo e habitarem mais da metade do tempo na fantasia dos seus donos. Logo os super influenciadores perfeitos estabelecem um padrão irreal. Aquele jovem ou seguidor que estava pensando em colocar toda a sua energia, seus esforços, para se tornar um influenciador também, pode simplesmente perder esse mercado para a Inteligência Artificial. Isso é algo para se pensar com muita calma, porque nós começamos precarizando vários serviços, em várias áreas, e se deixarmos uma profissão ser precarizada, provavelmente a sua profissão será precarizada também, em algum momento. O que não pode ser precarizado é a condição humana.

A inteligência artificial é uma realidade inegável e é extremamente importante. Ela é fundamental no mundo contemporâneo. Leia, não poderemos dispensar a inteligência artificial, mas a criação é o grande barato do ser humano. Então se deixarmos todas as profissões de criação e principalmente o papel do influenciador na mão de uma máquina e começar a fazer o que a máquina dita, ou melhor, o que a pessoa que programa a máquina dita, o que nós nos tornamos? Nós nos tornamos espectadores passivos da vida? Consumidores passivos ansiosos pela próxima dica? Ou compradores compulsivos que mantém um grupo financeiro em determinado status Quo de poder?

Já transformamos a IA em oráculo. A inteligência artificial do Chat GPT conseguiu a façanha de passar a perna no google e se tornar a grande fonte de todos. Se é regressão a infância e a fase dos porquê, só cada usuário pode responder por si, o ponto é o quão dependente nos tornaremos.